Fofocas de Segunda-Feira (episódio 28)

#segundou, então vamos para as fofocas da semana!

OBS: o texto abaixo contém spoilers de 13 Reasons Why.
Provavelmente ninguém se importa, mas não quero fitas com meu nome.

O dia foi bem mais convoluto do que eu esperava, então hoje terei que dar só umas palhinhas e deixar o restante das pílulas para o restante da semana!

Para quem não sabe, hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade), e a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção) fez uma live às 20h voltada para esclarecer pacientes adultos e pais de pacientes infantis sobre o consenso científico do que se conhece atualmente sobre o distúrbio. Infelizmente, o discurso público tem sido tomado por profissionais sem capacitação na área (muitos deles nem sequer são profissionais de saúde mental) e é importante para mim, neste momento, posicionar-me ao lado da divulgação da ciência de verdade. O vídeo gravado possui cerca de uma hora, mas preferi esperar pela gravação porque portadores de TDAH geralmente preferem assistir vídeos acelerados. De qualquer forma, aqui vai:

O currículo dos apresentadores é longo demais para ser impresso neste humilde bloguinho (ou mesmo numa bíblia), então fiz um resumo curtinho no Twitter:

Seguindo adiante, finalmente deixei meus dias de NET Claro para trás e agora consigo fazer coisas normais como assistir vídeos ou completar testes online sem quedas abruptas e prolongadas de conexão à Internet. Claro que, como com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades, aproveitei para reassistir todos os programas de TV que marcaram a minha adolescência. Vamos mergulhar de cabeça no autoenvergonhamento para acabar logo com isso.

Tudo começou quando uma grande amiga (cujo nome permanecerá em segredo para proteger meu endereço das operações da Polícia Federal a privacidade dela) recuperou todos os episódios dublados de Rebelde, a novela mexicana que foi um sucesso durante o início da minha adolescência, e consegui maratonar tudo em pouco mais de um mês. Honestamente, não consigo lembrar por que não acompanhei o hype na época, o programa é realmente muito divertido!

Ser roteirista de Rebelde é o meu trabalho dos sonhos.
Entender esta piada exige um pouquinho mais de background knowledge hehe

O final da minha adolescência foi marcado por um seriado mais neocolonialista: Gossip Girl. As similaridades entre ambos os programas são latentes: as protagonistas femininas são obcecadas por controle, enquanto os masculinos passam os anos correndo atrás do coração delas; e a conta bancária de quase todos os personagens seria de fazer inveja a qualquer ex-Secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Mas, fora do ambiente do internato, e com o roteiro limitado a episódios semanais de apenas uma hora, as coisas acontecem mais rápido na cidade que nunca dorme.

Gossip Girl marca bem a transição para os smartphones, e empresas como a Nokia e a Blackberry vão fazer questão de anunciar merchandising em vários dos episódios, especialmente quando os personagens prosseguem para o nível universitário. Curiosamente, nenhuma delas durou muito no mercado, mas isso só adiciona à nostalgia: meu primeiro smartphone foi um Nokia E63 e até hoje sinto saudades dele.


Entender esta piada exige comprometimento irreversível da saúde mental, mas valeu a pena!
Bom saber que, pelo menos no Upper East Side de Manhattan, o isolamento social está sendo levado bastante a sério.

É claro que não parei por aí: afinal, o fundo do poço não chega antes do último mergulho em 13 Reasons Why. Assim como os seriados anteriores, os atores são todos adultos interpretando adolescentes com maturidade emocional infantil e contas bancárias bastante adultas. 13 Reasons Why, no entanto, é uma comédia involuntária: o roteiro e os atores parecem dar a impressão de que os acontecimentos deveriam ser levados a sério, mas a execução é pífia demais para estancar minhas gargalhadas. Nesta que provavelmente será a última temporada antes do Netflix anunciar a renovação, o seriado dá suas últimas cartadas narrativas e elas são tão previsíveis quanto enfadonhas, mas dá para aproveitar alguma coisa ainda:

"TODOS DEVEM OBEDECER À SEITA! A SEITA MANDA AQUI!" (sério, Netflix? Rebelde já tinha isso 15 anos atrás!)
Achei essa cena fofinha, mas praticamente todo mundo discordou de mim: o rapaz sai do armário e convence a turma toda a participar do convite (recusado) que ele faz ao namorado para ir à formatura.

Os Slowpoke Reviews de cada um destes seriados virá no seu devido tempo, e eu prometo que será em breve. Por enquanto, pretendo manter esta publicação com o mínimo de spoilers possível. Até porque quem come quieto, repete.

Aliás, é justamente este o último assunto das fofocas de hoje: descobri que o refrigerante Grapette, que marcou a minha infância, na verdade tem sabor framboesa. Não acredita? Aqui vai a prova:

"ain mas a língua é viva" e é POR ISSO QUE VOCÊS QUEREM MATÁ-LA?

Eu me sinto ENGANADO! Sinceramente, eu bebi Grapette e fiquei bolete. Se depender de mim, não vai ter repetição alguma. Aliás, falando em coisas que não merecem repetição, aqui vai um vídeo que reflete bem como me senti diante desta pantomima:

E é com este discurso collorido em adjetivos que me despeço de vocês por hoje!


 

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