Baús do LoL de 2016: algumas lembranças (parte 2)

Estava aqui procurando por dentre minhas lembranças um assunto para comentar hoje, e encontrei uma pasta de impressões de tela dos baús do League of Legends. ¨Primeira parte aqui. Continuando (em ordem alfabética):

 

Lulu

 

"Uma risadinha deve resolver o problema." (pior que digo isso na vida real também)

 

Lembro desse jogo muito bem. Era uma partida ranqueada e eu joguei MUITO. Nosso time era incapaz de fazer cerco a torres, não possuía engage confiável e o mid perdeu com força. Apesar de termos destruído a outra dupla na fase de rotas, o time adversário tinha uma Ahri habilidosa que chegava de Escudo Negro (não pode ser desabilitada), assassinava o atirador e retornava ao conforto da companhia do time. Para piorar, enquanto nosso DPS era vastamente superior e eu tivesse um kit muito bom para protegê-lo, era o time adversário que contava com a iniciação (Kled/Amumu/Sivir) e, portanto, ele que decidia quando ou se as lutas aconteceriam. 

Para este jogo, eu fiz a build do Windspeakers: Redenção, Cadinho de Mikael, Turíbulo Ardente e Medalhão de Solari. Essa build só funcionava com suportes que possuíam duas ou mais curas/escudos (exemplos: Lulu, Janna, Taric) e ela gira em torno do uso eficaz dos recursos: escudos e curas não devem ser empilhados, mas aplicados em sequência, de forma a manter os bônus de velocidade de ataque, cura, armadura e resistência mágica sempre ativos. É uma build eficiente quando pareada com Twitch, porque defende a fase de rota fraca do atirador com um suporte agressivo ao mesmo tempo em que os bônus sequenciais favorecem hypercarries de altíssimo DPS. O ponto fraco dela é que, se o time adversário tiver um assassino poderoso que não pode ser desabilitado, não há nada que se possa fazer. 

O jogo parecia que seria muito difícil até o momento em que a Ahri, ao tentar me atacar numa manobra que parecia segura, foi surpreendida por dois campeões invisíveis (Evelynn e Twitch). O dano mágico da Evelynn foi suficiente para remover o Escudo Negro e, silenciada pelos Caprichos, a assassina virou defunta. O time correu para o Barão, aproveitando os 45 segundos em que estaria morta. No desespero, os adversários decidiram iniciar mesmo com o principal dano do time ausente, morrendo um após o outro. O suicídio coletivo repetiu-se mais duas vezes antes de chegarmos ao Nexus. Em dois minutos, estávamos ganhando o jogo. 

Na sequência, o caçador adversário deu um escândalo de racismo e xenofobia no salão pós-jogo. Para quem não sabe, esta zona é livre: jogadores podem dizer o que quiserem sem medo de serem punidos, porque o que é dito nesta área não é gravado. Num esforço inútil, tirei prints e denunciei pelo suporte. Para minha surpresa, recebi resposta depois de três dias, num email delicado do analista que agradeceu a denúncia. O jogador foi permanentemente suspenso. 

 

Miss Fortune

 

"O que acha das minhas armas?"

 

Não lembro nada deste jogo. Pior que a build está coberta e aí mesmo que não sei como consegui isto. 

 

Morgana

 

 "Eu terei minha vingança!"

 

Este jogo foi triste. A skin Lux Guardiã Estelar tinha acabado de ser lançada e os jogadores faziam questão de jogar como Lux em qualquer posição que conseguissem. Neste jogo, suporte. A rota inferior foi destruída com tanta intensidade que, combinados, atirador e suporte inimigos conseguiram uma pontuação 1/13/0 (um abate, treze mortes, nenhuma assistência). 

Consegui terminar o jogo sem morrer nenhuma vez, mas o Gangplank bem que tentou, coitado. Ele chegou a sentir o cheirinho quando me encontrou com 300 HP na selva, mas infelizmente ele não contava com a Exaustão, o Escudo Negro, a Ampulheta de Zhonya e a Ligação das Trevas com 45% de redução de tempo de recarga. O jogo terminou em rendição inimiga.

 

Nasus

 

"O ciclo da vida e da morte continua: nós viveremos, eles morrerão."

 

Esta partida foi um ARAM e o Nasus AP é obrigatório nestes casos. É só isso que lembro.

 

Olaf

 

"O desejo de matar está crescendo."

 

Esta partida é do início da pré-temporada 2017, quando a Riot Games liberou as partidas ranqueadas 3x3 no mapa Twisted Treeline. Este modo é marcado por lutas 2x2 e 3x3 frequentes, early game poderoso e snowball quase impossível de segurar. Minha teoria era de que Olaf jungle era o personagem mais poderoso deste mapa, por ser excelente em lutas de poucos oponentes, dano base muito alto, eficiente no farm e por ter alguns dos tempos de recarga mais curtos do early game (por exemplo, Olaf geralmente usa Fantasma e não Flash). 

De fato, o resultado desta partida fala por si só, mas eu estava errado. Há vários personagens mais poderosos neste mapa (Darius e Graves, por exemplo) e Olaf é extremamente dependente dos dois primeiros ganks. Se falharem, o jogo está perdido. A principal vantagem dele, ao meu ver, é o fato de ser raramente banido (ao contrário de Darius e Graves), o que facilita na hora de praticar.

 

Varus

 

"Os culpados conhecerão a agonia."

 

Este é mais um dos baús que consegui baseado na estratégia de focar os minions. Varus é um mago disfarçado de atirador: suas habilidades são típicas de magos, apesar de darem dano físico. Na época, ele era jogado majoritariamente na rota do meio, inclusive.

Preciso dizer que esta é a melhor skin do jogo inteiro, dentre todos os personagens, de todos os tempos. Pena que a Riot nunca mais reaproveitou o conceito.


É isso. O ano de 2017 rendeu mais baús, mas vou esperar o final do ano para fazer a retrospectiva. Até mais!

Etiqueta: league of legends 

 

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