Baús do LoL de 2016: algumas lembranças (parte 1)

Estava aqui procurando por dentre minhas lembranças um assunto para comentar hoje, e encontrei uma pasta de impressões de tela dos baús do League of Legends. Para quem não conhece, o baú é um mecanismo de recompensa do jogo por um desempenho extraordinariamente positivo, e, embora os critérios sejam bastante discutíveis, resolvi testar se foram tão as lembranças foram tão memoráveis quanto as imagens. Vamos a elas (em ordem alfabética):

 

Alistar

"Se mexer com o touro, vai levar uma chifrada!"

 

Lembro dessa partida bem vagamente. Alistar era um suporte ruim para esta composição, mas ninguém liga muito para isso numa partida não-ranqueada. Escolhi-o porque descobri que tinha uma skin do Alistar Goleiro (ou Zagueiro, sei lá), que tenho certeza que não comprei e não ganhei de presente de ninguém, então não faço ideia de como a consegui. Não estava na lista de compras e presentes recentes. Procurei na internet na época e descobri que acontece com alguma frequência. Inclusive, um amigo meu conseguiu uma skin do Twitch assim, também. De qualquer forma, Alistar era um suporte ruim e não péssimo,  e o atirador já havia indicado que seria uma Caitlin, que é naturalmente poderosa na rota independentemente do suporte.

Apesar da seleção alternada, algo ocorreu na seleção do time adversário. O atirador escolheu Vayne sem banir nenhum dos principais counters (Varus, Ashe, Caitlin), o que indicava um jogador muito confiante ou muito despreparado. Para piorar, o suporte escolheu Viktor, que é um mago que exige frontline sólida (que o time não tinha) e muito farm (que ele não teria como suporte). Houve algum desentendimento porque esta composição é derrota certa.

A dúvida sobre o despreparo da Vayne acabou ainda no nível 1, quando começou de Balas Prateadas (um erro deveras amador) e cedeu um abate ainda no nível 1. A Caitlin não era das melhores, mas, quando a Vayne retornou ainda nível 1 contra dois adversários nível 3, a Riven desceu de teleporte e catou mais dois abates. A esta altura do campeonato, duas das três rotas estavam irreparavelmente perdidas sem a intervenção do caçador, antes dos 4 minutos no contador. Eventualmente, o meio também cedeu e o jogo virou uma surra de 31 minutos. Recebi a melhor nota do time pelas 20 assistências, algo que é muito fácil de se fazer quando sua cura atinge todo o time aliado com um único botão.

 

Brand

 

"Estou de cabeça quente!"

 

Essa partida eu lembro! Por algum motivo, a Riot Games decidiu que o modo A Lenda do Rei Poro (espécie de ARAM modificado e sem aleatoriedade) deveria conceder baús. Em questão de minutos, percebi que o segredo para consegui-los da forma mais fácil possível era jogar com personagens e builds que matassem ondas de tropas rapidamente, antes que seus aliados possam alcançá-las. Como podem ver, consegui o baú na minha primeira partida de Brand. Foca os minions que é gg!

 

Dr. Mundo

 

"Mundo achar você frutinha!"

 

Este baú foi inesperado, já que personagens corpo-a-corpo no ARAM costumam ser particularmente fracos. Entretanto, contei com a sorte de 4 dos adversários também o serem e, em especial, a maioria esmagadora do dano que eles tinham a oferecer era físico. Sabia que era questão de tempo até ficar imortal e que o único dano mágico do time inimigo, Nidalee, não perderia o tempo dela tentando acertar lanças num adversário que regenera tanta vida. Olhando o dinheiro, dá para ver que as 68 tropas abatidas (segunda maior pontuação do jogo) foram essenciais, já que terminei como a maior arrecadação da partida por uma larga margem

 

Jarvan IV

 

"POR DEMACIA!"

 

Esta partida eu lembro como se fosse ontem! Estava jogando com o Rafa, um dos meus melhores amigos e que está morando em SP, e ele escolheu LeBlanc. A piada é que a Leblanc dele é vergonhosa e ele resolveu que eu deveria sofrer aquilo, por algum motivo. Como achei que a derrota era certa, peguei J4 que é um dos meus personagens favoritos e tinha acabado de receber um buff generoso: o Cataclisma passava a dar dano em área, e não apenas ao adversário escolhido. 

Optei por uma build off-tank (Tiamat -> Cutelo Negro -> Hidra Titânica), que mais tarde veio a ser a build padrão dos J4 top laners no profissional. Consegui nível 6 enquanto defendia sozinho a primeira torre e a primeira ultimate resultou num quadra kill. O esforço pagou-se rapidamente: num único avanço, derrubamos duas torres e ganhei três níveis. Como completei os dois primeiros itens muito antes da oposição, o combo do sólido engage do J4 com o potente follow-up do (antigo) Galio dava pouca chance de reação aos adversários. Acabamos nem precisando da LeBlanc horrorosa do Rafa. 

Pelo menos ele reconheceu minha habilidade:

 

 

Kayle

 

"Quem é o próximo?"

 

Lembro-me de quase nada desta partida. Apenas que nosso time era extremamente frustrante de se jogar contra, porque os adversários só possuíam dano mágico contra um Swain de Semblante Espiritural, um Zilean com 40% de CDR e uma Kayle. Apesar disso, foi um jogo muito difícil, porque eles tinham engage de sobra e muitos tanques na frontline, o que era um inferno de derrotar. A única coisa que lembro é de comprar meu Rilay (antes do nerf; ainda dava 40% de lentidão) e golpear os inimigos repetidamente por horas até que eles finalmente morressem. 

A parte realmente engraçada é que minha Kayle é conhecida por jogar extremamente mal por 40 minutos, ultar (somente) em si mesma e vencer o jogo sozinha. Obviamente que o Rafa não se perdoa por isso. 


 Este post já está ficando longo demais, então continuemos amanhã com os seis últimos baús de 2016. Até mais!

Etiqueta: league of legends 

 

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