Taking a ride to work

Hoje, minha chefe e uma amiga decidiram me perguntar por que eu não "encontro uma carona" para ir ao trabalho. Achei a coincidência curiosa e desafiei a mim mesmo escrever uma publicação sobre isso.

A resposta direta é muito simples: não encontro porque não estou procurando. A próxima pergunta já é mais elaborada, concordo, mas não precisa ser menos direta: não procurei porque ainda não vi a necessidade.

O caminho de casa para o trabalho é curto, ainda que tortuoso. São apenas 8 km que variam entre 40 minutos e uma hora e meia, dependendo do trânsito. Numa cidade cujo trânsito fosse minimamente planejado, eu poderia pedalar até o trabalho e provavelmente chegaria ainda mais rápido.

O mesmo caminho de carro levaria de 15-50 minutos, mais o tempo de andar até o local de encontro e depois capturar o ônibus interno da UFRJ. O ganho de tempo não é gratuito, porém: se o motorista atrasar, eu também me atraso. Também passo a depender dos horários dele, o que é ruim porque sou uma morning person e acordo muito cedo.

O problema é que o tempo gasto no caminho não é improdutivo. É uma hora oportuna para colocar as leituras em dia e para fazer as anotações que mais tarde se tornarão publicações no blog ou ideias de aplicativos para serem construídos. Abdicar deste tempo significaria ter que reorganizar meus horários e tudo isso a troco de... bem, de quê, exatamente? Talvez algum conforto enquanto troca algumas frases superficiais com a pessoa que está dirigindo o veículo. Não dá nem para ter uma conversa minimamente dinâmica, porque quem está ao volante precisa manter o foco (e o olhar) na rodovia. 

Ou então, talvez elas achem que trafegar em direção à Ilha do Fundão todos os dias seja um calvário que precisa de companhia para ser menos intragável. Quem sabe?


 

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