Monday Tales (episode XX)

O mês de janeiro já está quase acabando e, com ele, o limite do cheque especial o primeiro ciclo do ano. Vamos às fofocas da semana.

A primeira é que, como você deve ter notado, o nome da seção mudou. Quando escrevi pela primeira vez, a ideia era contar histórias mais elaboradas do que meras notícias da minha vida. Mas a realidade é que ninguém quer ler textão numa segunda-feira. Nem eu. O título muda, o conteúdo permanece o mesmo.

Falando em textão, este é o primeiro mês em que publico alguma coisa todos os dias, o que tem sido um imenso desafio. Às vezes, não tenho do que falar. Ou não estou com paciência para escrever. Ou o que tenho a dizer não é publicável. Ou interessante. Mas, às vezes, tenho a grata surpresa de sair algo que preste quando menos esperava. Talvez a metáfora da vida aqui seja falhar e continuar tentando.

Saindo da vibe existencialista, comecei a assistir Grey's Anatomy. Estou achando um tédio. Mas faz parte da lista que preparei para assistir, e também tenho fé de que a história ficará menos monótona com o tempo.

Outra coisa que pegou no tranco esta semana foi meu curso de francês. Hoje faz exatamente cinco meses que comecei a estudar e completei... dez lições. Uma média bastante baixa, eu diria. C'est un absurde! Numa nota positiva, já consigo ler notícias em francês, como a que publiquei no domingo. Tant mieux!

O motor destas duas últimas notícias foi o fato das minhas horas no trabalho terem reduzido bastante, especialmente agora que alguma coisa foi finalmente entregue. As entregas devem ficar menos espaçadas de agora em diante, porque a maior parte do trabalho de base já foi feito. Ainda assim, incomoda-me a opinião de que "hoje o dia rendeu" ou "dessa vez evoluiu bastante", e vou explicar o motivo. Se hoje sou um engenheiro, tenho a agradecer o exemplo do primeiro astronauta brasileiro, o oficial da Aeronáutica Marcos Pontes. Em 2004, ele contou, em entrevista ao Globo Repórter, a metáfora que passaria a marcar minha vida:

Se você tem uma pedra e bate nela um monte de vezes, um dia ela racha e quebra. O resultado não depende apenas da última batida.

Bater é parte essencial do processo. Não só porque bater é o vetor que que transforma a pedra em estilhaços, mas principalmente porque o brandir da marreta exige conhecimento e prática. Por trás de uma marretada bem-sucedida, há dezenas ou mesmo centenas de marretadas que construíram a evolução do ato de marretar.

Aliás, falando em marretar, os resultados da UERJ e do Sisu já foram liberados. Fico feliz de ver que meus alunos foram bem-sucedidos nas suas escolhas, especialmente agora que a UERJ retoma sua posição de liderança na elite acadêmica estadual. Mas fico ainda mais feliz de ver que os que não racharam e quebraram as pedras que haviam no meio do caminho não desistiram. Se é o seu caso, lembre-se de que 2018 é um ano de recomeços e agora você tem a chance de viver para marretá-las mais uma vez. Não desista!

Por hoje, é só. Até a próxima!


 

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