Guanabara's Birthday 2017: a tale

O dia de hoje foi divertido, por isso quero compartilhar com vocês.

O despertador não tocou a tempo de me acordar para o Aniversário Guanabara. Felizmente, o relógio biológico entrou em ação e consegui levantar da cama pouco depois das 7 horas e correr (meio literalmente, meio figurativamente) até a loja do Guanabara mais próxima da minha casa. Ainda bem que deixei tudo preparado de véspera!

É claro que, sendo veterano de Aniversário Guanabara, eu já sabia como seria: os carrinhos esgotariam na primeira hora de funcionamento; meus pés seriam atropelados com frequência (por isto, fui de tênis); e a maioria dos corredores estaria lotada, a despeito dos produtos em promoção estarem dispostos no fundo do supermercado e sem filas. Mas, ainda assim, o dia foi cheio de surpresas!

Cheguei dez minutos antes do mercao abrir e ele já estava tomado pela multidão:

 

 

Havia câmeras e jornalistas no local, apesar de ser uma das menores lojas do grupo. Guardas de trânsito e uma viatura da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro auxiliavam os funcionários a organizarem o tumulto. Dei uma curta entrevista a uma repórter que achei que fosse do SBT Rio, mas na verdade era da Veja Rio, e que acabou não sendo publicada. A revista pareceu mais interessada no meu tweet, que foi alçado aos registros mais clicados do dia no Twitter (foram 60 mil visualizações):

 

 

Em relação às compras, os produtos fora da promoção estavam significativamente mais caros que nos mercados próximos. De fato, quem correu para fazer compras do mês provavelmente levou prejuízo. Não foi meu caso, que saí de lá com 5 litros de azeite extravirgem, 4 kg de leite condensado, 2 kg de creme de leite e impressionantes 160 rolos de papel higiênico. Comprei mais algumas coisas e sei que o total deu abaixo de R$200, para o que deve suprir as necessidades de azeite, creme de leite, leite condensado e papel higiênico pelos próximos 6 meses ou mais.

Confesso que o papel higiênico foi um erro de julgamento. Sim, os 160 rolos eram muito leves, mas extremamente volumosos e difíceis de carregar, e eu ainda precisava andar 3 km até chegar em casa. A embalagem é tão vagabunda que se rompeu no caminho. Por sorte, minha mãe apareceu na reta final para me ajudar. Deveria ter comprado da outra marca em promoção, que tem alças de plástico denso na embalagem. 

Pensei até em retornar para fazer mais compras, mas, infelizmente, muitos dos erros de organização repetiram-se este ano:

  • Às dez da manhã, não havia mais carrinhos à disposição e os clientes que estavam chegando precisavam esperar quem estivesse saindo para começar a fazer as compras;
  • Não sei se foi somente na filial que fui ou em todas, mas houve uma indefinição em relação ao total de unidades que podia ser adquirido pelos clientes. O mercado limitou a 10 de cada, o que é justo, já que o Guanabara é uma rede varejista, mas os consumidores queriam levar centenas. Ora, se o mercado pretendia fazer os limites serem respeitados, deveria estar preparado para lidar com consumidores afoitos e violentos. Em vez disso, preferiu despejar a responsabilidade sobre os caixas, operados majoritariamente por mulheres de baixa instrução que não estavam dispostas a reforçar as ordens superiores. Fiquei duas horas na fila simplesmente porque foi o tempo que os gerentes levaram para determinar que o limite não tinha como ser imposto, logo o céu seria o limite. Se era para fazer isso, por que não fizeram desde o início?
  • O efeito "manada" tornou as filas insuportavelmente longas. O brasileiro tem dificuldade de distinguir memes da realidade. Ao perceber que os relatos de mortos e feridos eram piadas ou notícias reprisadas de muitos anos atrás, correu até os supermercados para aproveitar a promoção. Resultado: são quase meia noite e os mercados ainda não fecharam. Muitos devem varar a madrugada somente para esperar os consumidores terminarem de pagar.
  • Claro que eu poderia esperar até amanhã e chegar cedo novamente, mas metade dos discontos já acabou. Parece que eram só para a inauguração mesmo.

Ainda assim, devo dizer que o Aniversário Guanabara é a verdadeira Black Friday brasileira, onde os descontos são reais e não cortina de fumaça. O evento deve durar mais seis semanas ainda, mas o primeiro dia é o único digno de nota. Afinal, o que é bom dura pouco. 

Agora, só no ano que vem. Até lá!


 

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