GNOME Shell Extensions #1: NoAnnoyance (review)

Se você chegou até aqui, sabe que rWindows é um completo lixo e as vantagens de utilizar Linux no desktop hoje em dia são numerosas demais para serem descritas num único blog. Mas chegou a hora de se livrar para sempre da falha mais grotesca de todo Ubuntu. 

PC Gamers na 1ª Parada do Orgulho RGB de São Paulo

Não faz sentido ensinar o padre a rezar missa. A realidade nua e crua é que, enquanto aplicativos exclusivos de Windows não são realmente essenciais (e nem exclusivos, depois que se descobre o Wine e o Lutris), aplicativos exclusivos de Linux (sem itálico porque são exclusivos mesmo) sustentam o ecossistema que permite a impressão de dominância da Microsoft nos sistemas operacionais.

Desde 2017, todos os 500 maiores computadores do mundo - responsáveis por previsões meteorológicas, pesquisa de vacinas, planejamento energético, etc - usam Linux. Fonte: https://www.top500.org/statistics/details/osfam/1

No entanto, o mundo open source parou nos anos 90 em se tratando de experiência de usuário (UX, no currículo). A expectativa de abrir um arquivo e o aplicativo dizer que "está pronto", em vez de simplesmente surgir na tela, é de um absurdo tão aberrante que me faz suspeitar da qualidade da cannabis legalizada adquirida por tais sujeitos.

Felizmente, zoomers (nome que adotei para a Geração Z) são programadores competentes e ainda não têm acesso às drogas. Este texto, por exemplo, está sendo escrito do ZorinOS 15.1, produzido por dois irmãos irlandeses de 23 e 25 anos, e baseado (trocadilho não-intencional) no Ubuntu 18.04, o último a oferecer suporte às bibliotecas de 32-bits (e, por consequência, receber suporte do Steam). Ele usa o GNOME3 como interface, o que permite o uso das mesmas ferramentas incluídas no Ubuntu 18.04 original (inclusive, há um tema nativo que copia o Unity, embora eu prefira o default).

Kyrill e Artyom Zorin em 2010. Fonte: entrevista de 2017-11-01 ao blog It's FOSS. Créditos da imagem: podcast.ubuntu-uk.org

E é por isso que, em apenas três passos, consigo me livrar desta exaustão de usuário (dá até para usar a mesma sigla, UX):

  1. caso não esteja instalado ainda, adquira o conector das GNOME Shell Extensions:

    1. Debian/Ubuntu e derivados: sudo apt install chrome-gnome-shell

    2. Fedora e derivados: dnf install chrome-gnome-shell

    3. Arch e derivados: sudo pacman -S chrome-gnome-shell

  2. o conector depende de uma extensão do navegador (basta um, escolha seu favorito):

    1. Mozilla Firefox (recomendo)

    2. Opera aceita extensões do Google Chrome, mas antes precisa desta extensão aqui

    3. Chromium e derivados (Chrome, Vivaldi, Brave, Opera, etc):

      1. no caso do Opera, é preciso ainda habilitar a extensão nas configurações (o próprio Opera aponta o caminho)

  3. instalar a extensão NoAnnoyance direto do site das GNOME Shell Extensions (procure pelo interruptor e clique nele)

Honestamente, este é um procedimento bem simples, mas desnecessário. Espero que, numa versão futura do GNOME3 ou mesmo do próprio ZorinOS, este comportamento seja, ao menos, ajustável diretamente pelo menu de configurações.

Enquanto isso, seguimos com a programação normal. Haters dirão que preferem continuar na zona de conforto, mas sabemos bem que o conforto acaba quando a restauração forçada aparece:

Tomara que seja pirateado porque não dá para pedir o dinheiro de volta. Fonte: a própria Microsoft.

Um abraço aos colegas linuxers e até a próxima!

Tags: firefox review tools 

 

Comments

There are currently no comments

New Comment